sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Duas Caras

O Executivo leva seu filho de sete anos para o trabalho, e durante todo o dia aquele menino observa a maneira que o pai trata seus colegas, fornecedores e clientes.

Quando já se aproximava o final do expediente, o pai chama o menino:

- Filho, vamos pra casa?

- Ah, não, papai. Eu quero morar aqui!

- Como assim, filho? Você não pode morar aqui. Aqui é uma empresa, não uma casa!

- Eu sei papai, mas eu quero morar aqui. Por favor, traga a mamãe pra cá, e vamos todos morar aqui!

- Filho, mas por que você quer morar aqui?

- Ah papai, é que aqui você é tão gentil, atencioso e educado com todas as pessoas, inclusive comigo. Tenho certeza que se a mamãe vier morar aqui, você também vai tratá-la assim.

E completou…

- Em casa você é tão diferente!

Integridade vem do latim “integrare” que significa “inteiro, uno, total”. Integridade tem a ver com totalidade, unicidade, indivisibilidade, ou seja, tem a ver com o indivíduo. Uma pessoa íntegra ou que age com integridade é una, é inteira. O que ela diz é o mesmo que ela faz. O que ela é em público é o mesmo na vida privada.

Integridade tem a ver com coerência, honestidade, equilíbrio e previsibilidade. Integridade dá poder às nossas palavras, força aos nossos planos e impacto às nossas ações. Por ser animal, o homem sente; por ser racional, ele pensa, e às vezes fala o que pensa, mas age como sente, transmitindo uma dupla mensagem; uma mensagem de falta de integridade. Daí vem a importância de que todo líder tenha alguém com quem possa conversar aberta e sinceramente, e que o ajude a reconhecer estes “furos” de comportamento; alguém que lhe dê um feedback verdadeiro.

A integridade de um líder se revela por meio de suas ações e reações no cotidiano, principalmente porque na maioria das vezes essas circunstâncias são imprevisíveis e inesperadas, levando o líder a agir com sua essência e sem máscaras. Ken Blanchard, ao comentar sobre o líder eficaz, cita as seguintes atitudes que só um líder que age com integridade pode demonstrar:

  • Reconhece seus erros e pede desculpas se magoou ou prejudicou alguém;
  • Procura flagrar as pessoas fazendo algo bom;
  • Quando ocorre um mal-entendido diz: “Eu acho que não me expliquei bem” ou “não fui suficientemente claro”;
  • Agradece quando recebe feedback, mesmo que seja negativo;
  • Quando um erro é cometido, procura transformá-lo em oportunidade de aprendizagem;
  • Honra compromissos assumidos e cumpre o que promete, mesmo que implique em custo para ele;
  • Quando os resultados são bons, atribui o mérito à equipe e aplaude o sucesso dos outros sem querer “levar a fama” sozinho;
  • Quando algo sai errado, assume a responsabilidade;
  • Trabalha para tornar-se gradualmente desnecessário;
  • Cria condições que favoreçam o sucesso das pessoas e promove sua independência.

Para se tornar um verdadeiro líder é preciso ser inteiro, alinhado, coerente e jogar limpo com seu pessoal. O mínimo que podemos oferecer aos nossos liderados é a oportunidade de eles saibam quem nós realmente somos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário